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1a Publicação |
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As Leis de Luiza |
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Coluna |
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Tenho uma filha de quatro meses com quem tenho aprendido muito sobre a vida e, em particular, sobre a gastronomia. Minha filha, Luiza, é extremamente qualificada enquanto modelo de comportamento pois representa, como todo bebê, o ser humano em sua forma mais pura, sem a influência do meio em que vive. Portanto, as coisas que ela faz podem ser consideradas mais “naturais” do que as que eu e você fazemos, certo? Observando o comportamento de Luiza, então, pude extrair três principais ensinamentos que venho compartilhar com você, caro leitor. A primeira Lei de Luiza ensina que a fome é á única verdadeira emergência. Minha filhinha é um anjo. Ela acorda de seus sonos em silêncio e num bom humor fora de série. Quando fica com sono choraminga um pouco mas basta colocá-la no berço para que pegue no sono rapidamente. Ela não fica entediada facilmente e, quando fica, no máximo resmunga um pouco. Quando ela começa a ficar com fome porém, senhoras e senhores, a coisa muda de figura. Quando há fome na jogada ela se transforma em uma bebê nervosa, impaciente, e implacável. Bateu a fome, ela dá um grito, dois, três e depois do terceiro abre um berreiro tão alto que as pessoas abrem espaço para o carinho dela passar como para uma ambulância com a sirene ligada. A segunda Lei de Luiza ensina que deve se experimentar de tudo. Como tem apenas quatro meses, a Luiza vive exclusivamente à base de leite materno mas isto não impede que ela procure experimentar tudo que lhe aparece pela frente. Ela prova dedos, narizes, brinquedos e tudo mais que entra no alcance de suas pequenas garras. Não foram poucas as vezes que minha mulher e eu confundimos esta intenção por outras. Quando ela está deitada e lhe damos os dedos, ela começa a fazer força como se quisesse levantar e então a colocamos em pé só para descobrir que estava querendo apenas trazer nossos dedos à sua boca. Quando lhe mostramos um novo brinquedo ela agita os braços como se tivesse encantada ou excitada mas logo descobrimos que o que ela está pensando é “Ummm! Gostoso! Me dá isso aqui para eu provar!” A terceira Lei de Luiza é que o apetite saciado é a base do contentamento. Após mamar a Luiza fica num estado absoluto de graça. Em geral, ela dá um suspiro e abre um sorriso de orelha a orelha quando termina sua refeição. Seus olhos ficam semi-abertos como os de adultos que consomem drogas, álcool ou estão em estado de êxtase por outro motivo. Depois da refeição seu bom humor é quase inabalável podendo ser diminuido apenas por gases ou um pouco de cólica (mas nada que não possa ser facilmente superado). Como hão de concordar, Luiza é uma guru e tanto. A simplicidade de suas motivações e a transparência de seu comportamento nos fazem refletir sobre como complicamos as coisas desnecessariamente e, também, sobre o quão fácil encontrar a felicidade pode ser. Pensem nisso. Para que entrem no clima, lhes trago uma receita simples e infantil. A Luiza ainda não pode comer, mas tenho certeza de que, em breve, será seu prato favorito.
Mingau de Chocolate (para uma pessoa)
Ingredientes: 1 copo de leite integral 1 colher de sopa cheia de maizena 1 gema de ovo 2 colheres de sopa cheias de achocolatado em pó 2 colheres de sopa de leite condensado
Modo de Preparar: 1. Em uma panela pequena (sem fogo) coloque um terço do leite. 2. Acresente a maizena e a gema de ovo e misture bem para que fique uniforme. 3. Acrescente em seguida o leite condensado e misture bem. 4. Leve ao fogo baixo e acrescente o restante do leite aos poucos, misturando sempre com uma colher de pau. 5. Quando terminar o leite, continue misturando e acrescente o chocolate em pó aos poucos (o objetivo de acresentar todos os ingredientes aos poucos é obter uma mistura homogenea que fique super cremosa sem bolotas de maisena ou chocolate). 6. Continue misturando enquanto o mingau cozinha. Em pouco tempo, o mingua começa a engrossar. 7. Ele está pronto quando você consegue enxergar o fundo da panela por alguns segundos após passar a colher de pau (antes do mingua voltar a ocupar o espaço).
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