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Onde o hambúrguer é hambúrguer mesmo Fast food? Pode esquecer. Na cidade em que foi batizado, este sanduíche é coisa séria
Não há comida mais americana que o hambúrguer. O sanduíche não foi inventado em Nova York, mas diz a lenda que imigrantes alemães da cidade o batizaram por seu sabor semelhante ao do Hamburg steak. Nada a ver com o que se compra no McDonald’s. Nos melhores hambúrgueres de Nova York, a carne não consegue se esconder no pão e muito menos se disfarçar de alface. Aliás, a salada e outras coberturas, quando oferecidas, são servidas à parte. O sanduíche em si aparece, no máximo, com queijo, cebola e bacon. O mais tenro e saboroso hambúrguer da cidade é criação do J.G. Melon. Este pequeno bar e restaurante é todo decorado com fotos, desenhos e pinturas de melões e melancias. O cardápio é pequeno, mas nem precisa consultar. Você quer o cheeseburger e talvez uma porção de batatas fritas. Para acompanhar, pode-se tomar uma cerveja na pressão, mas recomenda-se fortemente o bloody mary, tido e havido como o melhor de Manhattan. O Jackson Hole é conhecido por servir os maiores hambúrgueres da cidade e fica com o indisputável segundo lugar em termos de qualidade do sanduíche. O restaurante original (hoje há quatro ou cinco filiais espalhadas pela cidade) é literalmente um buraco. Chega-se lá descendo as escadas para o porão de um prédio antigo na Rua 64. As mesinhas apertadas ficam dispostas num pequeno salão cujas paredes estão cobertas por cartazes de filmes antigos. Lá o hambúrguer de 7 onças (aproximadamente 200 g) é servido com uma imensa variedade de coberturas e acompanhamentos.
J.G. Melon 1291 Third Avenue (com 74th St.)
Jackson Hole 232 East 64th Street (entre 2nd e 3rd Avenue) |
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1a Publicação |
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Reportagem |
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Nova York devorada |
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Texto por partes |
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