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O imposto moderno
“A coisa mais complicada de entender no mundo é o imposto de renda” - Albert Einstein, cientísta alemão, 1879-1955
Com isso, os impostos na sociedade moderna se tornaram um meio pelo qual a doutrina socialista pode coexistir com o liberalismo. O imposto de renda nasceu e cresceu nesse período confirmando a nova função social. Ele já havia sido cobrado antes como imposto provisório mas, em sua primeira versão permanente, na Inglaterra de 1874, é também progressivo. Ou seja, quem tem mais renda cede uma parcela maior de sua riqueza ao Estado. Até o final do século 19, vários países europeus, assim como a Austrália e o Japão, adotaram o imposto de renda. Hoje, mesmo que concordem com o princípio da distribuição de renda, muitos contribuintes ainda questionam o grau em que ela deve ser feita e se o governo é o intermediário ideal para tanta riqueza. Embora as correntes políticas tenham se aproximado, ainda há esquerda e direita. Para José Eduardo Pimentel de Godoy, historiador da Secretaria da Receita Federal, as tendências não são invariáveis. “Há movimentos para a direita, para a esquerda, para baixo, para cima – são ciclos que dependem de fatores políticos, sociais e econômicos.” Os impostos não são bons nem ruins. “Eles têm o potencial de destruir impérios que deveriam sustentar. Mas, com os devidos controles, construíram grandes nações e trouxeram bem-estar para as pessoas”, diz Charles Adams, especialista em direito tributário internacional e autor do livro For Good and Evil: The Impact of Taxes on the Course of Civilization (“Para o bem e para o mal: o impacto dos impostos no curso da civilização”, sem versão em português). Os impostos são neutros. E, assim como qualquer poder, seu efeito depende muito mais de quem os usa e como são usados que de sua própria natureza.
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