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Guerra dos sexos |
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O que diz a ciência
Alguns cientistas dão sustentação à segregação entre homens e mulheres no esporte, baseados em uma diferença de capacidade biológica diretamente relacionada ao sexo. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, “os homens possuem maior massa muscular em termos relativos e absolutos”, enquanto as mulheres possuem “um percentual maior de gordura corporal, o que resulta em menor eficiência termorregulatória nos exercícios em ambientes quentes. Durante exercícios aeróbicos, observa-se menor consumo máximo de oxigênio em mulheres em comparação com os homens”. O resultado é que o desempenho desportivo das mulheres é 6% a 15% menor em comparação com os homens. Mas não há consenso sobre isso. Alguns estudos fisiológicos indicam que o desenvolvimento muscular só é diferente entre os sexos na parte superior do corpo (tórax e braços). Outros apontam que, embora o consumo feminino de oxigênio seja menor, é utilizado pelo organismo feminino de forma mais eficiente. Somando os estudos e eliminando diferenças questionáveis entre os gêneros, restariam apenas três critérios biológicos para a separação dos sexos no esporte. Os homens teriam vantagens genéticas em esportes que exigem mais força muscular da parte superior do corpo (tórax e braços), enquanto as mulheres estariam em vantagem em esportes em que o atleta é beneficiado por mais gordura subcutânea ou por maior flexibilidade muscular. Há ainda um quarto critério razoável para a divisão. Em esportes nos quais há contato físico direto entre os participantes – desde o futebol, em que ocorrem faltas e empurrões, até o boxe e as artes marciais, em que o objetivo é atingir o adversário – ainda predomina a percepção das mulheres como sexo frágil. Ou seja, a maior força muscular dos homens justifica a separação em esportes que podem causar lesões, contusões ou ferimentos. Mesmo se aceitarmos todos esses critérios, no entanto, há diversos esportes em que os participantes são divididos por sexo atualmente quando tal separação não seria justificada (veja infográfico na página ao lado). Ou seja, o fundamento científico não explica a classificação atual nos esportes. |
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1a Publicação |